Hierarquia dos Conjuradores
A magia é comum o bastante para sustentar aldeias e Estados, mas a grandeza é impiedosamente rara. Aurelion distingue praticantes populares, conjuradores formados, Magos célebres, Feiticeiros quase míticos e receptáculos divinos tanto por suas capacidades quanto por sua quantidade.
A Maior Parte da Magia É Pequena
A hierarquia de conjuradores de Aurelion existe para impedir que o cenário trate todo usuário de feitiços como um feiticeiro de batalha. O primeiro nível reúne herbalistas, xamãs, sábios populares e outros praticantes locais. Eles sustentam aldeias, sepultamentos, ritos de clã e a sobrevivência cotidiana. A fonte estima aproximadamente um desses praticantes para cada trezentos a quatrocentos habitantes — algo da ordem de um quarto de milhão no conjunto do mundo. Seu poder individual é modesto, mas a civilização perceberia imediatamente seu desaparecimento, pois eles formam a infraestrutura mágica da vida comum.
O segundo nível reúne bruxas, videntes, trabalhadores dos elementos e conjuradores profissionais equivalentes com formação. A estimativa é de aproximadamente um para cada cinco a dez mil habitantes, dezenas de milhares em Aurelion. É dessa população que saem os quadros de guildas, templos, academias e serviços estatais. Os Magos de terceira graduação diferem tanto em natureza quanto em grau: talvez um para cada milhão de pessoas, apenas algumas dezenas vivas de cada vez. Vivem o suficiente e atuam em escala bastante ampla para se tornarem figuras históricas de nome conhecido. Quando uma crônica chama alguém de Mago no sentido técnico estrito, o título deve significar que a história começou a se curvar ao redor de um indivíduo.
Os Feiticeiros de quarta graduação são ainda mais raros — talvez três a cinco vivos na era atual. Suas operações são descritas como verdadeiras maravilhas, pois são individuais, indivisíveis e difíceis ou impossíveis de reproduzir como técnica comum. A quinta graduação é a magia divina: receptáculos S e S+ cujo poder não é apenas um repertório de feitiços, mas a natureza da entidade que o carrega. A fonte prevê talvez um ou dois desses receptáculos por era, e mesmo eles podem se consumir rapidamente porque o corpo abriga uma corrente maior que a Condição de Pessoa comum.
A graduação, por si só, não explica um conjurador. A fonte distingue quatro qualidades: reserva de mana, conhecimento, talento para tecelagens complexas e potência — a quantidade de operações que podem ser sustentadas ao mesmo tempo. Essas qualidades podem ser muito assimétricas. Um estudioso pode compreender uma estrutura que não tem força para tecer; outro conjurador pode possuir uma reserva enorme e apenas uma técnica rudimentar. Por isso, conjuradores superiores não são simplesmente baterias maiores. Os mais fortes conseguem usar magia de baixa graduação quase intuitivamente, mantendo escudos, auras e invocações simples a um custo relativo insignificante, enquanto reservam a atenção para a operação que os torna históricos.