Magia Druídica
A magia «elemental» moderna de Aurelion é, na verdade, um pacto com o ambiente vivo. Floresta, fungo, animal, rio ou gelo fornece o Corpo; o conjurador fornece a direção — e o preço é que o bioma acaba começando a fornecer a direção também.
O bioma aprende seu nome
A fonte chama essa escola de elemental, druídica ou natural, mas sua lógica não é a divisão habitual em fogo, água, ar e terra. Aurelion moderno considera os elementos brutos um material perigosamente primitivo. Os antigos elfos comandavam uma rede elemental direta, movendo rios, florestas e clima pela Harmonia, mas essa rede se tornou parte da catástrofe que encerrou sua era. As tradições humanas, portanto, se aproximam da natureza por um canal mais mediado: Corpo mais Vontade.
A fonte ativa é um ambiente vivo — floresta, micélio, animal, tecido de gelo e sistemas biológicos ou quase vivos semelhantes. O conjurador não fabrica natureza do nada. Dá uma direção a um corpo que já está presente. Os exemplos da fonte são deliberadamente ambientais: forçar matagais a crescer, «transplantar» o curso de um rio ou liberar enxames fúngicos cuja inteligência está distribuída pela colônia. Por isso uma operação florestal espetacular pode ser mais fácil para um druida do que uma pequena peça de tecelagem perfeita da vida executada em um recinto vazio de pedra.
A natureza ajuda tanto com talento quanto com conhecimento. Um bioma habituado à prática pode quase «ditar» o feitiço, fornecendo padrões que o conjurador humano não compreende inteiramente. Essa dádiva produz o custo da escola. Quanto mais o mago deixa o ambiente escolher a estrutura, menos distinta se torna sua própria Vontade. A fonte descreve o estado final como dissolução no bioma: casca, fungo, clima ou impulso animal substituindo a fronteira da pessoa. Um druida pode se tornar extraordinariamente hábil em fazer a floresta agir e cada vez menos capaz de dizer se o ato foi seu.
A geografia é decisiva. Círculos florestais e remanescentes congelados da arquitetura élfica do norte podem amplificar drasticamente a escola; cidades e pedra estéril a enfraquecem. Isso também preserva uma distinção importante do cenário: uma tempestade na Federação normalmente não é «magia do ar» em abstrato, e o fogo do Sol Negro não é simplesmente piromancia. Potências modernas usam efeitos elementais por culto, ambiente, sacrifício, contrato ou tradição herdada. A Magia Druídica é a escola mais próxima da natureza bruta, mas mesmo aqui o elemento não é uma cor. É um corpo vivo capaz de reagir.